| Eduardo Bernardes |
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Jesuítas - Um grupo de 30 detentos da PIC (Penitenciária Industrial de Cascavel) está finalizando obras de construção de 136 casas populares no município de Jesuítas. A utilização de mão de obra carcerária é inédita no Estado: além de Jesuítas, o trabalho experimental está sendo feito também em Lapa, no litoral paranaense.
Os detentos cumprem regime semiaberto e ao fim da jornada de trabalho retornam para as suas moradias. Cada três dias trabalhados correspondem a um dia a menos no cumprimento das penas. A secretária estadual de Justiça e Cidadania, Maria Tereza Uille Gomes, e o presidente da Cohapar e secretário estadual da Habitação, Mounir Chaowiche, estiveram no município para vistoriar o andamento das obras.
Das 136 casas, 26 já foram entregues: a previsão de término das demais é para março ou abril deste ano. Todas as unidades são construídas em alvenaria, têm telhado de barro e estrutura adequada para receber as famílias. “O trabalho vem superando todas as expectativas e demonstra um gesto de ousadia e coragem do prefeito Aparecido José Weiller Junior (PMDB), que rompeu qualquer tipo de preconceito para levar qualidade de vida à população de Jesuítas e contribuir para a redução do déficit habitacional no município”, afirma Mounir.
A melhor solução
Para o prefeito Weiller Junior, essa foi a melhor solução encontrada – a de contratar detentos – diante da crise da mão de obra na construção civil, segmento que enfrenta dificuldades para encontrar profissionais. “Em um primeiro momento, alguns setores da sociedade até tiveram receio, mas o diálogo prosperou e graças a Deus chegamos a um bom termo”, destaca Junior.
Para Maria Tereza, o resultado sob o ponto de vista do sistema carcerário é mais do que satisfatório. “Privado da liberdade e ocioso, o detento acaba se tornando um peso para a sociedade e ao Estado. Agora, produzindo e colaborando com o progresso, vira um instrumento em favor da população, o que gera resultados positivos para todos”, declara.




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